Tem muita gente fazendo comida boa por aí. Outros, nem tanto. E quando digo isso, não penso na garfada propriamente dita. Os efeitos da comida não se limitam às papilas gustativas. Não. Tem que ter de tudo um pouco, do aspecto material ao emocional, passando pelos cinco sentidos: tato, olfato, visão, paladar e audição. Assim eu posso medir o que é comida boa, que me agrada e satisfaz.
Sábado fui ao Mercadão de São Paulo. Lotado. Um burburinho bom. Burburinho de gente feliz. Daqueles que só não irritam porque todos estão imbuídos do mesmo objetivo que você: comer, comer e comer. E a lotação não se limitava às dependências do mercado. Tudo em volta estava tomado por um mar de gente. Uma grande procissão. Devotos da gula a serviço do prazer.
Pastel, sanduíche de mortadela, coxinha, suco, água de coco, salame, presunto, queijo, azeitona verde, azeitona preta, azeitona roxa, amendoim, amêndoa, damasco, passas, bacalhau, peixe, polvo. Manga, morango, pitaia, atemoia, jabuticaba, melão, mamão, limão. Pé de porco, paio, lombinho, feijão, lentilha, macarrão e sei lá mais o quê. As mais variadas tonalidades. Os mais variados aromas.
Mas um cheiro se destacava e acionou meu cérebro: casa da nona, casa da mama. E tal qual um personagem de desenho animado que flutua atrás de um cheirinho bom, cheguei lá no box 13, da Balsâmico Rotisseria.
Uma panela gigante de molho borbulhava bem na minha frente. Acho que cabia uns 10 litros. Ao lado, duas senhoras focaccias, uma de calabresa e outra de bacalhau. Abraçando tudo isso, o pai, o criador, o rei. Não, não. Ele não estava de capa vermelha, nem usando uma coroa. Vestia um avental xadrez branco e vermelho, e cortava a focaccia, mexia o molho e servia o delicioso ravioli de queijo com zátar. E sorria, conversando com todo mundo. Até me falou para comer a focaccia com a mão. Acatei. Se não, como eu sentiria a maciez do pão? A cebola que caia eu podia por de volta, encaixar na calabresa e mandar ver! Mandei ver. Lambi os dedos. Me senti na Itália, no Mercado Sant’Ambrogio de Firenze.
E o rei, o criador desse pedaço de paraíso, é de carne e osso e chama Roberto Eid. E descubro que ele tirou nota dez em doces e nota dez em salgados na Cordon Bleu! Falando em doces, não posso esquecer que tem a quiche de chocolate, manjar dos deuses. É levar pra casa, guardar no congelador e tirar apenas cinco minutos antes de servir. Comida boa é assim: faz quem pode. E quem pode, pode. Quem não pode….
ATUALIZANDO: Essas Focaccias do Roberto ficaram na memória, pois o Roberto não está mais à frente do Balsâmico.

















Clau, o Bola (apelido do cara) é fera mesmo. A quiche de chocolate é de matar.
Comeu a focaccia?!?! Demais! E o salame de chocolate tb! Bj
Afe Maria…
Não posso ler estas coisas que engordo só de pensar!!
Ou seja, de Parrí diretamente pro Mercadão!
Ainda bem que tem vc, Clôde, pq senão não conheceria nunca estas guloseimas…ui!
Bjs.
Engordar feliz! Tem coisa melhor?!?!
Não deixe de ir, Vivis, é um programão!
bj
Nossa!!! Adorei essa novidade!!! É novidade mesmo?? srrss
Acho que faz quase um ano que não vou no mercadão! Agora ja sei o que eu vou almoçar la nesses dias!
bjus
Guta, digo que não irá se arrepender! Bjs
Humm!! Deu água na boca!
Vou para Sampa neste fds e estou super animada a encarar o Mercadão, só não sei se terei espaço para tantas coisas boas!
Excelente post! =))
Vá, Natália, vá mesmo! E me conte depois! E lembre-se de levar uma quiche de chocolate para casa!
[...] Balsâmico Rotisseria, no mercadão de São Paulo. O Balsâmico é mesmo um achado. Além das delícias todas que você pode levar para casa (massas, tortas, molhos, patês e a fantástica quiche de chocolate), aos sábados você pode comer algumas massas ali mesmo, com um molho caseiro fumegante e as focaccias, frequinhas e deliciosas. A de calabresa é de deixar qualquer um doido! Tudo isso é idealizado por Roberto Eid, um chefe de tirar o chapéu. Continue lendo 2. Taormina Restaurante Buon Giorno!!! Assim você será recebido pela simpática e sempre disposta Dona Helena, brasileira e esposa de siciliano, que há 10 anos coordena a cozinha do restaurante siciliano Taormina, instalado num quarteirão tranquilo da Alameda Itú, entre a Rua Pamplona e a Av. Nove de Julho. Ela faz questão não só de circular entre as mesas, mas também de explicar pessoalmente aos clientes os pratos que estão disponíveis no dia – não há cardápio escrito. De entrada, Caponata Siciliana: rolinho de berinjela – que tem uma consistência inacreditável, pois se dissolve na boca, recheado com azeitonas verdes e ricota defumada, coberto de molho de tomate – acidez zero, perfeito! Há outra versão com berinjela a milanesa. Alguns dos pratos principais são fusili com molho de linguiça, nhoque com molho ao sugo ou bolonhesa e o exótico mafioso, cuja massa em forma de rodinha chamada Ditalini – vem direto da Sicília para o Brasil - é coberta com cubos de berinjela, ricota defumada, molho de tomate e manjericão, e deve ser comido com colher. Se é bom?!?! É fabuloso! Depois, algumas fatias de fruta para limpar o paladar e, na sequência, café à moda italiana, acompanhado de cannoli, esse delicioso rolinho de massa crocante e recheio com creme, com um leve sabor cítrico.Como explica Dona Helena, o restaurante é simples e a comida, caseira. “É para se sentir na casa da nona.” E é a mais pura verdade! [...]
[...] Restaurante Bistro Jaú e a Rotisserie Balsâmico, onde o conheci (ah, como tenho saudades das suas Focaccias!). Hoje Roberto está à frente do Estação São Paulo e constantemente trocamos figurinhas, [...]